
Cientistas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolvem processo que permite recuperar elemento presente em disco rígidos (HDs) de computadores, o neodímio. Trata-se de um ímã mais nobre e mais caro que os comuns, que não vem sendo reciclado e termina no lixo.
Ideia é retirar o metal neodímio presente nos discos rígidos de computadores e reutilizá-lo para fins nobres Segmentos de Neodímio (20)
De acordo com Élio Périgo, do IPT, somando os computadores vendidos no País, o desperdício pode chegar a US$ 41 milhões por ano - um computador residencial é aposentado depois de cerca de 5 anos. O neodímio, presente no imã do HD, é encontrado num grupo mineral conhecido como terras-raras.
Para se ter uma idéia da sua importância, o quilo do neodímio na Bolsa de Xangai estava sendo cotado em cerca de US$ 177 no fim de 2011 ante US$ 15 em dezembro de 2008, de acordo com reportagem de Felipe Machado, do jornal Valor. De acordo com Périgo, cada um dos 14 milhões de computadores vendidos no Brasil em 2010 tem cerca de 15 gramas do metal.
O processo para recuperar o material foi desenvolvido por Périgo, Ramon Valls Martins e Fernando Landgraf. Durante um processo químico, o neodímio presente em HDs é transformado em novos ímãs. O processo já existia, mas ainda não havia sido usado para esse fim. O material resultante do processo pode ser utilizado em aplicações que exigem componentes magnéticos mais resistentes, como motores de carros elétricos.
Anéis de Neodímio (33)