
O nome diferente impressiona e pode nos dar a impressão de que são imãs naturais extraídos de minas secretas de países exóticos, mas não é nada disso. São imãs artificiais extremamente fortes feitos com uma liga de Neodymium (Nd), Ferro (Fe) e Boro (B). Essa tecnologia de imãs existe desde 1996, mas só nos últimos anos começou a ficar comercialmente viável para produção em escala, então eles estão ficando mais baratos e extremamente comuns para imãs de terras raras.
São ímãs de extrema utilidade na indústria moderna, pois podem ser aplicados a uma infinidade de produtos.
Temperatura de Curie
Desde a década de 1970 que já se sabe que alguns lantanídeos tem uma capacidade de magnetização muito maior do que os imãs comuns, feitos de ferrite ou cerâmica.
Mas todo imã, raro ou não, tem a sua temperatura de Curie, que é a temperatura em que um imã perde suas propriedades magnéticas e passa a ser apenas um pedaço de metal
ou de cerâmica. O problema dos lantanídeos é que a temperatura de Curie deles é menor que a temperatura ambiente, então para que funcionem como imãs precisam estar em
ambientes refrigerados. Claro que isso limita muito as aplicações.
Principais diferenças entre ímã de ferrite e neodímio:
ìmã de ferrite X Imã de Neodímio
A composição do ferrite é FeBa -> Ferro + Bário
A composição do ímã de neodímio é NdFeBr -> Neodímio + Ferro + Boro
A densidade magnética máx. do Ferrite é 0.39 a 0.4 T
A densidade magnética máx. do Neodímio é 1.21 a 1.25 T
O que significa que o neodímio em geral é 3 vezes mais forte que o ímã
de ferrite, com isto podemos projetar alto-falantes mais leves ou mais
eficientes. E por conseqüência gabinetes também mais leves e de menor tamanho.