
A força magnética é uma força conservativa. Isto significa que se pegar num íman e deslocá-lo entre dois pontos num campo magnético, a soma total de energia produzida ou despendida no processo é uma constante que não depende do caminho ou da velocidade que adotar para deslocar o íman entre aqueles dois pontos. Acrescente-se que se os pontos de partida e de chegada forem os mesmos, a variação da energia total envolvida no deslocamento através de qualquer caminho adotado, é exatamente igual a zero.
O mesmo é verdade se tentar mover uma massa entre dois pontos em um campo gravítico, porque a força da gravidade é também uma força conservativa. Pense, no caso ideal, numa máquina que eleva uma pedra do chão até uma altura de um metro. A máquina, nesse processo, gasta energia, pois através do seu motor, consumiu energia para elevar a pedra até um metro de altura. Mas imagine que a dita máquina também tem um gerador elétrico. Assim sendo, depois, poderia eventualmente recuperar essa energia, com o peso que a pedra efetua na máquina através da força gravítica. A energia consumida para subir a pedra, seria exatamente igual à energia produzida na descida da pedra (caso ideal, sem perdas).
Noutro exemplo, imagine que quer deslocar-se na sua bicicleta entre dois pontos diferentes em altitude, por exemplo, entre a base e o topo de uma certa montanha. Se ignorar a resistência do ar, a resistência dos rolamentos da bicicleta e outras formas de atrito, então é irrelevante o caminho que adotar entre os dois pontos ou o quão rápido se consegue deslocar. Se o ponto de chegada é mais elevado do que o ponto de partida, será necessário que adicione uma certa quantidade de energia, ou seja, terá de efetuar trabalho (força vezes deslocamento); se o ponto de chegada é mais baixo que o ponto de partida, você e a sua bicicleta receberão energia que será transformada essencialmente em energia cinética, tendo em conta a velocidade atingida. No campo gravítico ideal (sem atritos) se se deslocar para cima na sua bicicleta e voltar exatamente ao mesmo ponto para baixo por um qualquer caminho, a energia total será exatamente igual a zero, pois o trabalho que teve de efetuar para subir, foi compensado na descida, ou seja deu trabalho, mas depois recebeu-o, e no cômputo geral o resultado é nulo.
Os carros, motas ou outros quaisquer veículos precisarão sempre de energia para se deslocarem, porque a gravidade não é a única força em jogo, nem muito menos a mais dominante. Os atritos aerodinâmicos ou os atritos dos rolamentos por norma superam bastante num veículo os efeitos da força da gravidade. E todas estas formas de fricção ou de atrito, que estão presentes nos veículos, não são forças conservativas, pois na generalidade a energia de fricção é perdida em calor. Com o atrito, o sistema fica sempre a perder!