
Agora, Regina descobriu que a adição de uma pequena quantidade de carbeto de titânio (TiC) melhora ainda mais o desempenho os ímãs.
O NdFeB é considerado um magneto "duro", graças à sua capacidade de manter a magnetização por mais tempo. "O ferro e o carbeto de titânio são chamados de 'magnetos moles', já que mantêm a magnetização por menos tempo, apesar da maior amplitude de magnetização," explica Regina. "Uma combinação harmoniosa destes materiais com características diferentes, gerando um material nanocristalino magnético (exchange spring magnet) ajudaria a potencializar as propriedades dos ímãs."
Um dos segredos para a melhoria das propriedades dos ímãs é garantir que eles tenham uma microestrutura fina e homogênea. A adição do carbeto de titânio permitiu a utilização do processo de resfriamento rápido, que geralmente produz cristais muito grandes. Com o novo composto, os ímãs apresentam uma microestrutura da ordem de nanômetros. "As partículas ficam interligadas de forma mais harmônica, melhorando o acoplamento magnético entre os cristais", diz Regina, que é professora da Universidade Federal do Grande ABC (UFABC).